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Mortal Kombat vs DC Universe

Sendo um jogo muitíssimo comentado antes de seu lançamento, Mortal Kombat vs DC Universe (Xbox 360 e Playstation 3) sofreu com o grande e temível monstro da expectativa. As opiniões foram tão diversas e opostas quanto os dois universos que vieram se chocar no crossover.

Embora não seja algo muito relevante para um jogo de luta, MK vs DC vem com uma história. Além do modo clássico MK de lutas aleatórias, o modo single player oferece duas campanhas, uma para os personagens de MK outra para DC. Uma grande fusão dos dois mundos atinge heróis e vilões com uma fúria incontrolável que, convenientemente, é a razão da maioria dos combates.

O contexto é bem simples, no entanto oferece momentos divertidos com boas referências para quem é fã de quadrinhos. O vilão, como não poderia deixar de ser, é um amálgama entre Darkseid e Shao Khan (Dark Khan, é claro).

Ao todo são 22 personagens, mas depois de muita jogatina, a impressão é que são poucos. Bate logo aquela esperança de destrancar o Caçador de Marte, Aquaman, Johnny Cage ou Goro. Não adianta, os únicos presentes “escondidos” são os dois grandes vilões de cada universo ao completar as campanhas. E só.

Como já era de se esperar, a brutalidade sangrenta da série Mortal Kombat foi atenuada em troca das licenças dos ícones da DC Comics e da classificação Teen (para adolescentes).

Os Fatalities estão lá, mas não são nem de perto tão recompensadores nem violentos quanto os clássicos. Os heróis, por exemplo, não podem matar. Que exemplo seria esse para as nossas criancinhas? Então a solução foi substituir o golpe final por um Heroic Brutality.

Um dos mais discutidos foi o do Coringa, que atira no inimigo com uma pistola de brinquedo. A vítima se assusta, mas logo depois o palhaço puxa uma arma de verdade e o mata (mesma coisa para o Exterminador). Veja abaixo:

Na versão final, a câmera se aproxima do Coringa (ou Exterminador), mostra o tiro, mas não a vítima.

No entanto, isso não torna o jogo intragável. Desde Marvel vs Capcom não havia um encontro tão bom entre super-heróis e personagens de uma franquia de luta nos games. O jogo tem um ritmo rápido, sonorização excelente (melhor ainda com Home Theater bem alto) e o efeito que faz a tela tremer após um golpe forte faz você sentir a dor e o impacto da porrada.

Apesar de não ser nenhuma novidade, os minigames durante a luta trazem mais dinamismo para o combate.

No Klose Kombat você pode puxar o adversário para perto e iniciar uma seqüência de golpes mais agressivos simplesmente escolhendo um dos 4 botões.

O outro, por sua vez, faz as mesmas escolhas. Se os botões pressionados forem os mesmos, a defesa faz um contra-golpe e se livra do combo. A mesma coisa acontece no megaboga combate em queda (Free Fall).

Já no Test Your Might, um agarra o outro e sai galopando como um centauro insandecido através de paredes. Consiste apenas em apertar botões rapidamente para maximizar o dano (ou minimizar para a defesa).

Veja os três modos no vídeo:

Entre outras funções como o Combo Breaker e o Rage (porradas mais potentes durante alguns segundos), os Super Moves são a estrela do jogo, principalmente para os heróis da DC.

É bem empolgante ver o Batman sumir numa explosão de fumaça e cair dos os dois pés em cima do adversário. Ou mesmo congelar alguém com o sopro do Superman, jogá-lo para o ar, voar e dar aquele murro no peito em direção ao chão.

Apesar de diversas, as combinações para os golpes especiais seguem um padrão parecido para todos os personagens. “Para baixo, para frente e botão”, ou “para trás, para frente e botão”. Bem fácil de decorar. Já os Fatalities continuam com combinações mais complicadinhas, e que você TEM que procurar na internet (aqui).

É bem frustrante quando aparentemente você faz tudo certo e mesmo assim não consegue o Fatality. O jogador casual rapidamente se cansa e nem tenta mais. Campanha One-Button-Fatality já! :)

Apesar do ambiente e personagens em 3D, o jogador saudosista que detesta o famigerado “passinho para o lado” pode abandonar o controle analógico e apenas usar os direcionais do D-Pad. Nele, “seta para cima” é pulo e “seta para baixo” é agachamento. A partida fica totalmente linear.

Tanto o visual quanto as animações fazem jus aos consoles de nova geração. O chão racha, paredes estouram, crateras se abrem e detritos voam. Mas o melhor mesmo é ver o uniforme e máscara do Batman completamente rasgados ao terminar uma luta. Cortes, hematomas e espirros de sangue dão um toque de violência menos sutil que os Fatalities.

Os diferentes estilos de luta também trazem bastante diversidade para o MK vs DC. Enquanto a maioria dos ataques da Mulher Maravilha são acrobáticos e de curto alcance, os do Capitão Marvel são mais “energéticos” e de médio/longo alcance.

O Flash, por exemplo, não dá chutes, só socos super-rápidos. O jogo não necessariamente foi projetado com o conceito “pedra, papel e tesoura”, mas com o tempo você pode notar que um personagem é melhor para enfrentar outro, e etc.

Veja os megaboga combates entre Batman vs Subzero e Superman vs Raiden.

Mortal Kombat vs DC Universe pode não ser uma obra-prima dos jogos de luta, mas de jeito nenhum é o fracasso que muitos temeram.

É sem dúvida um casamento muito interessante de temas e bastante divertido. Tanto para quem conhece quanto para quem nunca jogou Mortal Kombat na vida.

No fim, restam duas dúvidas: Quem serão os personagens da seqüência e o que a Marvel vai fazer a respeito disso.

Halo 3 ODST

Enquanto os fãs da franquia aguardam ansiosamente por Halo: Reach, a Bungie decidiu oferecer um aperitivo. Halo 3 ODST não é exatamente um novo jogo, mas sim uma trabalhada expansão para o terceiro e bem sucedido título.

Não, não é necessário tê-lo. ODST funciona de forma totalmente independente, com uma nova campanha de 6 a 8 horas e o pacote completo multiplayer já consagrado em Halo 3.

A diferença mais notável na jogabilidade reside no fato em que a corrida veloz, pulos altos e regeneração de energia SPARTAN de Master Chief simplesmente não existem. Seu escudo até pode se regenerar após alguns segundos fora de combate, mas você precisará encontrar medpacks para recuperar a energia vital.

Como um membro novato do ODST (Orbital Drop Shock Troop ou Tropa de Choque de Desembarque Orbital), você é obrigado a enfrentar o combate de uma forma muito mais cuidadosa e estratégica, conservando munição sempre que preciso.

A história se passa durante os eventos de Halo 2, na invasão Covenant à Terra. O objetivo era saltar em uma nave inimiga pairando dentro da atmosfera, mas as coisas dão errado e logo você se vê sozinho nas ruas de Nova Mombasa à procura dos outros membros do seu time. À noite, você segue a trilha de batalha e morte que aconteceu durante o dia, enquanto estava inconsciente.

A cada artefato pertencente eles encontrado, dispara uma missão flashback, onde você joga com cada um dos personagens da tropa de choque. Para enriquecer esse mosaico, também há espalhado pela cidade terminais de comunicação que contam pedaços da história da invasão Covenant pela perspectiva dos civis.

Algo que muitos brasileiros estão muito acostumados é a não entender completamente seus jogos favoritos, que chegam aqui importados e totalmente em inglês.

Um dos maiores méritos de Halo 3 ODST é ter sua versão nacional toda dublada em português. Fãs da boa dublagem irão comemorar ao reconhecer a voz do megaboga Alexandre Moreno como o líder do esquadrão, Sargento Buck.

O cenário urbano apresenta um cenário diferente dos visitados anteriormente na franquia, no entanto, um jogador veterano pode alguma vezes estranhá-lo e perguntar se ele se sente mesmo em uma cidade futurística, ou em apenas um cenário de FPS (First Person Shooter) que quer se parecer com uma cidade futurística.

Quem já está acostumado com Halo, sabe que este não é um jogo de ‘one shot, one kill’, é normal esvaziar um cartucho, ou até mesmo vários para derrotar alguns espécimes da variada fauna Covenant. Isso aliado às limitações humanas dos fuzileiros ODST, pode tornar a campanha atipicamente difícil. E como a ideia Bungie era promover uma perspectica tática de time, a diversão mesmo é encontrada no multiplayer.

Um novo modo chamado Firefight permite que até 4 jogadores em cooperação enfrentem ondas de inimigos com dificuldade progressiva. Por outro lado, não há grandes novidades no clássico modo multijogador.

Gameplay do modo ‘Firefight’.

Mas se você nunca teve a experiência online da franquia, Halo 3 ODST é uma ótima pedida justamente por reunir os 21 mapas lançados anteriormente (no jogo e baixáveis na XBox Live) em um DVD específico só para eles, incluindo a volta do mapa Mindship (de Halo 2) e 3 novos criados exclusivamente para esta expansão.

Trailer live action.

Batman: Arkham Asylum | Resenha

Uma regra não escrita do mundo dos games aconselha quem é esperto a ficar longe de jogos licenciados. Normalmente o produto é feito às pressas para acompanhar o momento do lançamento de um filme ou simplesmente o hype de uma grande marca. Geralmente usam carcaças antigas de jogos conhecidos e as vestem com uma roupa bonita por cima. Mas não se engane: não importa o quão ultrapassada seja a jogabilidade, marca vende!

Raros são os casos, como o do clássico Dune 2 (1992), da Westwood, que foi licenciado a partir do filme Duna, de David Lynch, (por consequência, uma adaptação do clássico homônimo da literatura de ficção-científica de Frank Herbert). Pode não ter sido o primeiro Real Time Strategy, mas sem dúvida que seu sucesso estabeleceu o novo formato que iria perdurar na indústria em grandes sucessos até hoje.

Direto ao ponto: Batman: Arkham Asylum (PS3, XBox 360 e PC) não veio para inovar como Dune 2 ou GTA, no entanto pode ser considerado um perfeito exemplo de como unir diversas mecânicas bem sucedidas para otimizar ao máximo o aproveitamento de uma franquia conhecida.

Não bastasse isso, é digno de nota também a fusão de mídias, que foi buscar nos quadrinhos toda a riqueza do universo Batman para a construção da história pelo premiado e veterano Paul Dini, com um Homem-Morcego totalmente baseado no traço de Alex Ross (que trabalhou com Dini no clássico Batman: Guerra ao Crime).

À esquerda: arte de Alex Ross em Batman: Guerra ao Crime. À direita, Batman: Arkham Asylum.

Além de trazer as vozes originais de Kevin Conroy, Mark “Luke Skywalker” Hamill e Arleen Sorkin para reprisar seus marcantes papéis como Batman, Coringa e Arlequina, respectivamente, na série animada de 1995 (dá para sonhar com uma versão brasileira com Márcio Seixas?).

A animação inicial mostrando o Batmóvel dirigindo a mil no fluxo contrário da polícia (que ainda está indo para a cena do crime) levando o arquiinimigo para o Arkham é assombrosa e rica em detalhes, com por exemplo a placa de trânsito próxima ao manicômio avisando que caroneiros podem ser pacientes em fuga.

Animação de abertura + sequência inicial.

Extraordinário também é primeira a sequência de jogo, onde tudo o que você faz é andar com Batman enquanto acompanha os seguranças que levam o Coringa preso até as profundezas da unidade de tratamento intensivo. Quem quer pegar no controle e sair batendo pode não ter muita paciência, mas sem dúvida, a cena que equivale à sucessão de créditos iniciais de um filme, nos faz mergulhar de cabeça no clima torvo e insano que nos aguarda por pelo menos 15 horas de jogatina.

Obviamente o Coringa não fica algemado por muito tempo e logo descobrimos que tudo faz parte de um mirabolante e vilanesco plano. Com o Arkham nas mãos do palhaço, cabe ao Homem-Morcego passar a noite combatendo capangas marombados da penitenciária de Blackgate e claro, uma seleção de primeira de clássicos vilões como Bane, Croc, Hera Venenosa e Espantalho.

O jogo chegou a ser comparado ao neo-clássico Bioshock, por apresentar uma admirável combinação entre ação e exploração. O combate, sem dúvida é empolgante, justamente por ter movimentos tão fluidos que parecem coreografados.

Se você está chutando um criminoso à sua frente e decide golpear também o meliante atrás de você, na maioria dos jogos, o personagem se viraria 180° para combatê-lo de frente. Batman não precisa, ele pode facilmente agarrar a perna do bandido em seu chute frustrado e acertá-lo com uma cotovelada, sem ao menos olhar para trás.

Não se assuste ao saber que apenas um botão é responsável pelos golpes, pois para lutar é imprescindível combinar a porrada bruta com o botão de contra-ataque, movimentos de atordoamento com a capa, batarangues e pistola-arpão.

Mas o maior detetive do mundo não passa a noite toda brigando. Para a exploração, você fará muito uso do ‘Detective Mode’, algo muito parecido com aquela visão-sonar do filme Dark Knight. Com ela, você pode ver seus inimigos através de paredes, detectar superfícies que podem ser estouradas com seu bat-gel explosivo e procurar por soluções de enigmas do Charada (que o acompanha o jogo inteiro hackeando seu rádio e desafiando-o).

As investigações não são mais complexas que simplesmente usar a visão em ‘Detective Mode’ para isolar uma cena de crime e seguir trilhas de álcool na atmosfera, impressões digitais, rastros de DNA e etc.

O uso dela para resolver os enigmas do Charada é recompensador. Cada um dará 200 pontos de experiência, muito necessários para se comprar upgrades de batarangues, movimentos de combate, armadura e outros gadgets.

Isso pode ter sido um tiro pela culatra, no entanto, já que você é tão estimulado a usar a monocromática visão de detetive, que é bem capaz de passar a maior parte do jogo nela, deixando de aproveitar a arte maravilhosa dos cenários da ilha Arkham.

Ah, é isso mesmo que leu, ILHA Arkham! Adaptação mais que necessária, afinal, ninguém quer jogar por apenas 20 minutos explorando os aposentos da mansão clássica dos quadrinhos.

A instituição ocupa todo o terreno de uma ilha com complexos médicos, penitenciários, botânicos e até uma verdadeira fortaleza high-tech de tratamento intensivo subterrânea. E apesar de Batman poder andar livremente entre elas, o jogo é linear, colocando-o em cada uma delas em uma ordem pré-definida de acordo com o desenrolar da história.

Embora seja essencialmente um jogo de ação, transformar a cara de criminosos em mingau não é a única diversão. Enfrentar elementos armados cara a cara é suicídio, e neste momento o Cavaleiro das Trevas tem que ser silencioso. O elemento stealth lembra bastante o espírito de Splinter Cell, embora não haja necessidade de esconder os corpos (inconscientes, Batman não mata!).

Se esconder nas sombras, em dutos de ventilação, e espreitar pelo alto em gárgulas gera imensa satisfação (isso mesmo, existem gárgulas DENTRO dos aposentos do Arkham), ainda mais quando o Morcego plana de capa aberta para explodir com os dois pés no peito do meliante.

Outros gadgets também podem ser usados como armadilhas, como por exemplo, aplicar gel explosivo em uma parede frágil e detoná-la quando alguém passar. Também pode-se lançar um batarange sônico para atrair bandidos para o local certo, e vê-los desaparecer com o inverted takedown, uma verdadeira abdução vinda do alto.

Aliado a tudo isso, há o valor inestimável de todos os easter eggs para verdadeiros fãs, como a corrida de Batman, tirada da apresentação animada da série dos anos 60, e outros detalhes preciosos, como bandidos que arrancam canos da parede para bater no herói ou o uniforme e capa que vão se rasgando com o passar da noite infernal.

Lembrando que os donos de PS3 ainda poderão baixar um add-on para jogar fases especiais com o Coringa. Megaboga!

Trailer: Vilões.

Batman: Arkham Asylum faz jus ao hype e ao reconhecimento que recebeu. Um jogo a ser lembrado como exemplo para qualquer licenciamento futuro, que mostra como tratar uma franquia conhecida com respeito e devoção traz resultados muito além do esperado.

Prototype | Resenha



Desde o surgimento do primeiro GTA, os jogos em sandbox começaram a pipocar em grande número. Acertou em cheio quem resolveu colocar esse modo de jogo em um game do Homem-Aranha e Hulk: Ultimate Destruction. E acertou mais ainda quem resolveu inovar e criar Prototype.

Criado pela Activision, a mesma dos jogos do escalador de paredes, Prototype vem trazendo um nível completamente novo de liberdade. Afinal de contas, como você pode tornar ainda mais interessante o conceito de um espaço onde você pode agir como quiser? Simples: criando consequências. E caos, muito caos.

Vídeo de abertura.

Você encarna Alex Mercer, e não possui memória alguma do seu passado. De repente, nota que possui poderes de metamorfose incrivelmente poderosos, mas sem saber o que ou quem fez isso com você. E é assim que começa um dos jogos mais divertidos dos últimos tempos.

A trama principal envolve o governo, os militares e um vírus que pode ameaçar toda a ilha de Manhattan. Seus poderes permitem correr pelas paredes, dar grandes saltos e planar quase como se estivesse voando, força sobre-humana e muito mais.

Suas mãos se tornam armas diferentes, desde garras e lâminas até um chicote dilacerante.

O jogo literalmente cresce, assim como seu personagem. Uma das habilidades de Alex é absorver os outros, sejam pessoas, monstros e aberrações genéticas — das quais você pode tomar a forma, adquirir suas memórias e conhecimentos.

O sistema de avanço de habilidades é excelente, e em vez de ter o clássico “Você acaba de ganhar a habilidade X” do nada, funciona como se seus poderes continuassem evoluindo cada vez que você absorve alguém, através de um sistema de pontos em que você compra habilidades novas.

Alex, per se, não sabe dirigir tanques, helicópteros ou usar armas. Ele precisa correr atrás de militares e absorver o conhecimento deles, assim como apenas alguns cientistas e outras pessoas envolvidas sabem o que aconteceu com Alex de fato, e quem são os verdadeiros inimigos.

3 minutos de gameplay.

Os mutantes que surgem como inimigos a princípio parecem meros zumbis que correm. Mas, assim como você, eles também evoluem e acredite, derrotar um Hunter não é tão fácil quanto se imagina. Apesar do mega poder de Alex, os inimigos são difíceis se você não se cuidar.

O tempo todo é possível matar os civis, o que acarreta em chamar a atenção dos militares. Se estes não forem o suficiente, times de elite virão para cima de você. E não é fácil se livrar deles. Ah! Bom lembrar que você é o alvo Nº 1 dos milicos também, já que eles acham que você é o responsável por tudo!

No meio de tudo isso, não existem “mocinhos” e “bandidos”. Alex Mercer não passa de um verdadeiro anti-herói, que só quer encontrar o responsável que o fez ser assim, e os militares são tão bonzinhos quanto os monstros mutantes que matam civis aos montes.

O jogo é fantástico. Você faz o que quiser, como quiser. O caos que você cria pode se voltar contra você, e a liberdade de movimento é com certeza a maior que o mundo dos games já viu. Os golpes e combos do protagonista são épicos, sejam contra um monstro, um exército de soldados ou contra tanques e helicópteros que estão combatendo exércitos de mutantes. O estrago é fenomenal e divertido, e você pode fazer o quanto quiser.

Há ainda pequenas missões-bônus, incluindo mini-games como time-trials. Algumas das missões incluem encontrar certos militares com conhecimento específico e destruir alguma base mutante ou uma base militar.

Estas são opcionais, mas completá-las é recompensador, uma vez que elas dão pontos que podem ser gastos na compra de novos upgrades e poderes.

Prototype definitivamente vale à pena. Os personagens são legais, a história é bem contada, os gráficos impressionam e a diversão é garantida. Acredite, você entenderá o real significado de “cotovelada no tanque” e “voadora no helicóptero”!

Ah, e não se preocupe se achar que está chegando no final do jogo. Há uma boa surpresa esperando lá.

evolucao do videogame

POr:Jefferson Bruno

Simplesmente foda.

O maluco conseguiu uma coletânea bem completa com a história dos video-games, sendo um vício ou não, é um tipo de entretenimento que sempre atraiu a todos, seja pelo divertimento ou pelo desafio.

Eu particularmente, sem citar minha idade (obrigado) me lembrei de alguns bem antigos por sinal, inclusive um com partes imitando madeira, me lembro dele na minha casa…espetáculo.

Clique aqui e aproveite.

A História dos Videogames

Por Jefferson Bruno

estava navegando pelo o Google encontrei num site a historia dos video games
confia muito bom galera

Clique Aki

Passado x Presente: Atari 2600 contra PlayStation 3

Por: Jefferson Brunno


Hoje nós estamos cercados por alto poder de processamento e pela era da alta definição nos vídeos e jogos. Mas na década de 1970, como eram os gráficos, sons e capacidades dos consoles?

O mercado de jogos passa atualmente pelo seu maior momento na história, contando com opções para todos os gostos, de máquinas a jogos. Mas assim como para tudo nesse mundo, este movimento de gamers da era eletrônica teve origem em algum ponto na história, mais precisamente no fim da década de 1950, quando foram patenteadas as telas de tubos de raios catódicos.

Alguns anos depois, surgiram as primeiras demonstrações interativas de imagens. Posteriormente, por volta de 1972, é que apareceu a primeira geração de videogames, em uma época que seria chamada “era de ouro” dos jogos. Muitos de nós nem tiveram contato com ela, mas em 1977 surgiu o “caixote de jogos” que ficaria na lembrança de muitos: o Atari 2600.

Este vídeo game teve um início bem lento, vendendo abaixo do esperado e dando prejuízo para todas as companhias envolvidas, mas pouco tempo depois se tornou a única alternativa do ramo e viu um salto enorme na quantia de jogos disponíveis, com vendas que acompanharam de perto o crescimento. Aqui pelo Brasil, a popularidade veio na década de 1980 e permaneceu até que a companhia encerrou oficialmente o suporte para o produto.

Uma longa história até aqui

Depois dele tivemos muitos outros consoles, tais como o NES e o SNES (ambos da fabricante Nintendo, que se consagraria como um símbolo da indústria emergente), o Master System e o Mega Drive — vendido nos Estados Unidos como Genesis —, ambos fabricados pela SEGA e o Xbox, da Microsoft.

Com todo este percurso que durou mais de vinte anos, chegamos finalmente à sétima geração de consoles, com o lançamento do Nintendo Wii, do Xbox 360 e do terceiro PlayStation. E para colocarmos parte da evolução em perspectiva, além de resgatarmos boas lembranças, nada melhor que um duelo entre dois ícones, um recente e um antigo.

Pronto para ver as diferenças entre PlayStation 3 e Atari 2600? Então vamos lá!

tabela de dados

Processamento de dados

Acostumado com o seu processador de 2,0GHz Dual-Core? Saiba que as coisas nem sempre foram tão rápidas. O processador de dados do Atari era um MOS Technology 6507, uma versão diminuta e mais barata de outro processador popular na época, o 6502. Contando com treze pinos para conexão com as memórias, ele rodava na velocidade de 1.19MHz e processava 8 bits por vez! Você não leu errado não, amigo...

Já o processador Cell (do PlayStation 3) roda a 3,2GHz, contendo uma unidade de processamento geral (chamada de PPE) e outras sete menores (ativas), chamadas de elementos sinérgicos de processamento. Apesar de realmente poderoso para tarefas sequenciais, ele impõe um desafio muito grande aos programadores que não estão acostumados com estruturas de programação que envolvem paralelismo dos dados.

Processamento gráfico

Atari 2600

No tempo deste colosso, um chipset gráfico dedicado não era nem mesmo imaginado. O resultado disso é que o processador deveria se encarregar de todas as tarefas que envolvessem imagens. Ao invés de polígonos e shaders, o programador tinha que se virar com o número máximo de cinco objetos simultâneos na tela, sendo dois destes variantes avançadas, com suporte para animação e os três restantes objetos simples, compostos por apenas um pixel.

Outra visão

Imagem retirada da Wikipedia.

Embora a este ponto a estrutura de programação do Atari pareça um inferno, tenha em mente que os desenvolvedores que realmente a conheciam eram capazes de fazer verdadeiros milagres. Não é a toa que tivemos games como PitFall e River Raid, em que objetos são duplicados várias vezes e personagens correm permeando florestas com criaturas letais!

PlayStation 3

Na outra ponta da nossa comparação, com o PS3, temos uma unidade de processamento gráfico desenvolvida pela nVidia, que muitos citam como equivalente a uma placa de vídeo GeForce 7800 GT. Aliado ao Cell, é no mínimo natural que o resultado seja o gráfico espetacular apresentado por games como God of War III (que ainda será lançado) ou ainda Gran Turismo 5: Prologue.

Memória: um problema de custo, não de espaço

Atari 2600

Se hoje nós entramos nas lojas e nos deparamos com pentes de mais de 1 GB de memória RAM por menos de R$ 100, na época em que o Atari foi lançado no mercado nem mesmo Mega Bytes eram concebíveis. Aliás, para RAM quantias acima de 1kB já eram caras. Desta forma, o console chegou até os consumidores com a assustadora quantia de 128 bytes de memória RAM.

Complementando todo esse espaço de memória dinâmica, foram inseridos também mais 4kB de memória ROM (memória que funciona apenas para leitura, não podendo ser modificada), mantendo o tamanho dos componentes dentro do esperado para que os custos de produção não fossem tão elevados.

PlayStation 3

Com os preços mais baixos para os componentes, hoje você pode comprar a oferta da Sony por cerca de US$ 300, recebendo 256MB de memória RAM dedicadas ao processamento gráfico e 256MB de memória RAM para uso geral. A quantia não é assustadora, mas se considerarmos o orçamento apertado no qual os consoles devem se enquadrar, podemos perceber porque ela ainda não é maior.

Saída de vídeo

Atari 2600

Atualmente, a maior parte dos equipamentos já vem de fábrica com suporte para os três formatos de cor (neste caso NTSC, PAL e PAL-M), mas até pouco tempo atrás a situação era bem diferente. E com o Atari, pior ainda! Existia uma versão do console específica para cada região, sendo que cada uma contava com números diferentes de cores na saída.

Atari

Imagem retirada da Wikipedia.

Para o nosso padrão, NTSC, estavam disponíveis 128 delas (quatro por linha, sem artimanhas na programação e no código) para um máximo de resolução de 160x192 pixels.

PlayStation 3

Desde o lançamento do vídeo game, a Sony fez questão de realçar que a máquina é capaz de muitas tarefas além dos jogos, tais como reprodução de filmes Blu-ray em resolução Full HD, isto é, 1920x1080 pixels. Se multiplicarmos os valores obtemos 2.073.600 pixels. Em comparação, o valor obtido com a resolução do Atari é de 30720, aproximadamente setenta vezes menor.

Saída de áudio

Se você quer o máximo de qualidade com áudio e muitas opções, o console da Sony é a escolha certa para você, afinal, ele conta com saída em oito canais de alta definição, além de conectores nos formatos:
• Ótico.
• Componente.
• Composto.
• HDMI.

Em contraste, o Atari (embora robusto neste quesito para a época) trazia suporte para dois canais de áudio sintetizado, cada um com seu próprio chip de processamento. O resultado pode ser bem eletrônico, mas era certamente definido, tanto que algumas das melodias inspiraram artistas e Djs modernos, que as utilizam em shows ou em composições modificadas para embalarem milhões de fãs ao redor do mundo.

Fita, cartucho ou Blu-ray?

DiscoO PS3 traz de fábrica um drive leitor de Blu-rays, que são utilizados como a mídia padrão para os jogos e filmes, oferecendo um total de 25 GB de espaço para armazenamento de dados em camadas simples ou 50 GB em dupla camada. Além disso, o jogador pode se conectar a internet e baixar jogos diretamente no disco rígido.

Espaço de sobra não? Já no tempo do Atari nem o CD existia ainda. O jeito era recorrer aos famosos cartuchos (que muitos jogadores chamam também de “fita”), que como já mencionamos contavam com apenas 4kB de memória ROM.

Entretanto, muitos games mais recentes superaram estas limitações do console, carregando em seus próprios circuitos quantias adicionais de memória de armazenamento ou de memória RAM. Alguns dos maiores exemplos são Asteroid, HomestarRunner e DragonStomper.

E pode ser difícil de acreditar, mas esta abordagem com componentes em conexão direta ganha do PlayStation 3 em um ponto: tempo que os jogos levam para carregar. Na época dos cartuchos, tudo era instantâneo!

Controles e botões

Parece regra para a maioria dos consoles atuais passar de quinze botões para os controles, mas houve uma época em que o necessário era apenas dois botões e um manche para controle de direções, similar aos encontrados das máquinas de fliperama. Muito mais simples e acessível, sem dúvidas! Veja a imagem abaixo:

Joystick

Imagem retirada da Wikipedia.

O único problema com ele era na hora da adrenalina: o jogador, sem ter tempo para pensar durante aquela bela partida de Enduro, virava com força exagerada o manche para tentar evitar a colisão na tela. Entretanto, o pobre controle muitas vezes não agüentava a pressão e acabava quebrando ou deixando de funcionar adequadamente.

Relembrando alguns dos clássicos

Como o vídeo game da Sony é o terceiro da família PlayStation, é no mínimo natural que as principais franquias tenham raízes em outras gerações, a exemplo de Devil May Cry, Gran Turismo ou ainda Hot Shots Golf. Para conferir mais deles, veja o nosso artigo oficial ou consulte o Baixaki Jogos, a melhor fonte para informações a respeito do tema. E aos fãs de God of War: fiquem ligados, pois ano que vem Kratos estará de volta, com mais sangue e carnificina do que nunca!

O deus da guerra!

E para matar as saudades do querido Atari, vamos assistir a alguns vídeos dos maiores clássicos, começando com River Raid, um jogo de avião que estava à frente de seu tempo, inserindo fatores como reabastecimento:

Para os fãs das corridas de Fórmula Indy ou Fórmula 1, nada como Enduro e suas corridas infinitas por gelo, noites...

Para finalizarmos, PitFall, um dos maiores clássicos da história dos jogos! Nele, o jogador tinha que atravessar a perigosa floresta, saltando barris, escorpiões venenosos, jacarés e lagos profundos. Confira:

E você, leitor do web masters , chegou a conhecer o Atari ou ainda era muito novo quando este console circulava pelas casas de todo o Brasil? E se não conheceu, qual foi o seu console antigo favorito? Não deixe de comentar!

Video games dentro do cockpit!

Quem nunca sonhou em entrar no cockpit de um Formula 1. O que parecia algo inatingível tornou-se um pouco mais acessível através dos inúmeros simuladores de automobilismo. De carros esportivos a caminhões, os video games tentaram traduzir para os computadores e consoles caseiros toda a dinâmica de sentar atrás do volante de um bólido envenenado.

Títulos como Gran Turismo, o saudoso Test Drive, Forza ou até mesmo os avançados modelos utilizados pelas grandes escuderias da Formula 1, tentam recriar a experiência das pistas em grandes equipamentos especiais ou em construções caseiras feitas com sucata e peças reaproveitadas. Não importa como foi feito, ou sequer se funciona, para alguns a simples sensação se sentar-se em um banco de automóvel atrás de um volante já basta como ambientação para horas de diversão.

Profissionalmente os simuladores traduzem a dirigibilidade dos veículos, as diferentes regulagens dos equipamentos e até as condições do asfalto para testes de desempenho e de novas configurações de veículos. Em um âmbito recreativo os bancos, câmbios, volantes e pedais servem para aumentar a imersão do jogador, oferecendo uma experiência mais realista e divertida.

No entanto, mesmo um “carro de mentira” ainda pode ser bem dispendioso. Os “pilotos virtuais” que o digam. Sonho de consumo dos entusiastas do automobilismo, os cockpits para video games podem chegar a valores que ultrapassam a casa de 40 mil dólares. Como é o caso do F1 Showcar Motion Simulator.

Mas não se preocupe, se você realmente aprecia os jogos de automobilismo e quer deixar aquela “corridinha” dominical mais interessante existem algumas alternativas mais “acessíveis”. O Baixaki Jogos dá uma conferida nas belezinhas que ajudam você a pilotar Ferraris, Mclarens, Porsches, Audis, Lamborghinis e Mercedes entre outros, na sala da sua casa.

Brinquedo de gente grande!
Tem uns trocados sobrando ai?

Se o objetivo em fingir que está dentro de um carro, porque não entrar dentro de um carro de verdade? Foi isso que o pessoal responsável pelo F1Showcar Motion Simulator pensou e pôs em prática.

O cockpit, que realidade é uma recriação em tamanho real do chassi de um F1 2009, roda o título rFactor e conta com pintura personalizada, pneus de Formula 1, volante, sistema de pedais, tela LCD de 19” e um sistema pneumático de movimento que reproduz os movimentos do veículo (porém não se trata de um simulador de dinâmica de forças).

Confira algumas imagens e um vídeo do aparelho em funcionamento:
Acelere garoto!
Volante e pedais MOMO


Ficou interessado, pois a empresa entrega para o mundo inteiro, terra mar e ar, o único empecilho é o preço: 44.990,00 “doletas”. Vai encarar?
Ohhh lá em casa!

Outro sonho de consumo dos jogadores é o Force Dynamics. O simulador que é capaz de recriar a dinâmica das forças que agem sobre o piloto (como o próprio nome já diz) é sem sombra de dúvida voltada para os “profissionais” do ramo.

A empresa desenvolveu um sistema de simulação de movimento que reproduza força para o jogador utilizando movimentos diferentes, mas que traduzem o efeito real. O gráfico explica um pouco melhor como o sistema funciona.
Dinâmica de forças
No primeiro exemplo o piloto é “empurrado” contra o cinto de segurança (já que a inércia “joga” o seu corpo para frente) por conta de uma frenagem no jogo, na simulação do Force Dynamics o aparelho inclina-se para frente, fazendo forçando o corpo do jogador contra o cinto de segurança.

O movimento pode ser diferente, mas a sensação e a força atuante é a mesma. Assim a pilotagem fica muito mais realista. O aparelho é sem sombra de dúvida um dos melhores simuladores, ficando atrás somente daqueles desenvolvidos pelas próprias montadoras e escuderias.

Porém, o preço é tão arrojado quanto a tecnologia. A versão mais “light” do aparelho, o Force Dynamics 301 não sai por menos de US$ 37.500,00 — achou barato — pois a versão mais robusta, o 401, não fica abaixo dos US$ 52.000,00 — algo em torno de US$ 96.408,05 (sem contar os impostos, é claro).

O sonho não acabou!
Mais acessível…

Não entre em desespero. Os dois modelos citados acima são modelos especiais voltados para profissionais e expositores. Se tudo o que você procura é um “jeito mais legal” de jogar Gran Turismo, TOCA Race Driver e Forza entre outros simuladores, existem sim algumas opções mais próximas da realidade da maioria dos usuários.
RealGame Cockpit

O Gamester Race Pac é um bom exemplo. Compatível com o PlayStation2 e Xbox, o cockpit é pequeno, portátil e barato (sai por aproximadamente US$ 50,00), pena que não oferece suporte para os consoles de sétima geração.

No Brasil nós encontramos algumas opções, como cockpits da RealGame, que além de comercializar também trabalha com o aluguel dos aparelhos. Os preços ainda estão um pouco além das “possibilidades” da maioria dos jogadores (o mais barato fica por 1.500 e o mais caro passa dos 3.000 reais), mas a qualidade do equipamento está acima da média.

Enquanto isso o Cockpit Virtual (de aproximadamente R$ 640,00), é uma estrutura de metal tubular com suporte para o volante e pedais (MOMO) que está mais acessível e já garante boas horas de jogo.


Faça você mesmo
A boa e velha solução caseira

Se ainda está difícil, que tal criar a sua própria cabine de pilotagem? Na internet pipocam os tutoriais e dicas para a construção de diversos modelos diferentes. Além disso, ainda existe a boa e velha criatividade humana que pode render alguns projetos bem interessantes.

Estruturas de aço tubular, carcaças de alumínio, pedais de Gol, volantes de fusca, caixas de madeira... Os materiais estão ai, basta apenas coragem e inventividade para criar um cockpit que atenda as suas necessidades.




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